Devaneios a Oriente

A morte da executiva bem sucedida - 17Ago2018 03:44:00


Foi tudo muito rápido. 
A executiva bem-sucedida sentiu uma pontada no
peito, vacilou, cambaleou. 
Deu um gemido e apagou-se. 
Quando voltou a
abrir os olhos, viu-se diante de um imenso Portal.

Ainda meio tonta, atravessou-o e viu uma miríade de pessoas. Todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas. 
Sem entender bem o que estava a acontecer, a executiva bem-sucedida abordou um dos passantes:

- Enfermeiro, eu preciso voltar com urgência para o meu escritório, porque tenho um meeting importantíssimo.
 Aliás, acho que fui trazida para cá por engano, porque o meu seguro de saúde é Platina, e isto aqui está a parecer-me mais a urgência dum Hospital público. Onde é que nós estamos?

- No céu.

- No céu?...

- É.

- O céu, CÉU....?! Aquele com querubins, anjinhos e coisas assim?

- Exacto! Aqui vivemos todos em estado de graça permanente.

Apesar das óbvias evidências, ausência de poluição, toda a gente a sorrir, ninguém a usar telemóvel, a executiva bem-sucedida levou tempo a admitir que havia mesmo batido a bota.

Tentou então o plano B: convencer o interlocutor, por meio das
infalíveis técnicas avançadas de negociação, de que aquela situação era inaceitável. 
Porque, ponderou, dali a uma semana iria receber o
bónus anual, além de estar fortemente cotada para assumir a posição de presidente do conselho de administração da empresa.

E foi aí que o interlocutor sugeriu:

- Talvez seja melhor a senhora conversar com Pedro, o coordenador..

- É?! E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária?

- Não, não. Basta estalar os dedos e ele aparece.

- Assim? (...)

- Quem me chama?

A executiva bem-sucedida quase desabava da nuvem. À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro.

Mas, a executiva tinha feito um curso intensivo de approach para situações inesperadas e reagiu logo:

- Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou uma executiva bem-sucedida e...

- Executiva... Que palavra estranha. De que século veio?

- Do XXI. O distinto vai dizer-me que não conhece o termo 'executiva'?

- Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.

Foi então que a executiva bem-sucedida teve um insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão empresarial. 
Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático, a executiva poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.

- Sabe, meu caro Pedro. Se me permite, gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para essa gente toda aí, só na palheta e andando à toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um upgrade na produtividade sistémica.

- É mesmo?

- Pode acreditar, porque tenho PHD em reorganização. Por exemplo, não vejo ninguém usando identificação. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê?

- Ah, não sabemos.

- Percebeu? Sem controlo, há dispersão. E dispersão gera desmotivação.
Com o tempo isto aqui vai acabar em anarquia. Mas podemos resolver isso num instante implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.

- Que interessante...

- É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma hierarquização e um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver.

- !!!...???...!!!...???...!!!

- Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Accionista... 
Ele existe, certo?

- Sobre todas as coisas.

- Óptimo. O passo seguinte seria partir para um downsizing
progressivo, encontrar sinergias high-tech, redigir manuais de
procedimento, definir o marketing mix e investir no desenvolvimento de produtos alternativos de alto valor agregado. 
O mercado telestérico, por exemplo, parece-me extremamente atractivo.

- Incrível!

- É óbvio que, para conseguir tudo isso, teremos de nomear um board de altíssimo nível. 
Com um pacote de remuneração atraente, é claro. 
Coisa assim de salário de seis dígitos e todos os fringe benefits e
mordomias da praxe. 
Porque, agora falando de colega para colega, tenho
a certeza de que vai concordar comigo, Pedro. 
O desafio que temos pela frente vai resultar num Turnaround radical.

- Impressionante!

- Isso significa que podemos partir para a implementação?

- Não. Significa que a senhora terá um futuro brilhante... se for
trabalhar com o nosso concorrente. 
Porque acaba de descrever, exactamente, como funciona o Inferno...

Max Gehringer

(Revista Exame)


BOM FIM-DE-SEMANA!


Fonte: http://devaneiosaoriente.blogspot.com/2018/08/a-morte-da-executiva-bem-sucedida.html

Uma "lição" de democracia - 16Ago2018 03:51:00


Winston Churchill celebrizou a expressão "A democracia é a pior de todas as formas de governo, exceptuando-se as demais".
No Mundo actual vamos tendo acesso todos os dias a exemplos de bem fundado do pensamento do genial governante inglês.
O mais recente dos quais nos chega do Cambodja.
Conhecidos os resultados das eleições ali realizadas, confirmou-se a fantochada que era fácil prever há já algum tempo.
Hun Sen, o ditador que governa o país desde 1985, conseguiu ser reeleito para mais um mandato de cinco anos.
Popularidade? Carisma? 
Em doses industriais!
Porque só assim se explica que tenha conseguido, ele e o seu partido, conquistar todos(!!) os lugares do parlamento.
Algo que seria espantoso não fosse dar-se a "coincidência" de  os 19(!!) partidos que concorreram supostamente em oposição a Hun Sen não passarem de marionetas que este controla como bem quer.
A oposição, a verdadeira oposição, essa foi convenientemente ilegalizada e silenciada antes da realização das eleições.
Hun Sen, um ditador desprezível, não gosta de surpresas.
E demonstra conhecer bem o cúmulo da lentidão (correr sozinho e chegar em segundo) e não querer que este possa acontecer no Cambodja. 
O Cambodja, que sofreu com o horror da guerra, depois com o horror dos Khmer Rouge, sofre agora às mãos do ditador Hun Sen e dos membros da sua corte que com ele dividem o séquito que empobrece o país à medida que os enriquece cada vez mais.
Tudo perante a total impunidade que a inoperância da comunidade internacional e as suas instituições lhes conferem.


Fonte: http://devaneiosaoriente.blogspot.com/2018/08/uma-licao-de-democracia.html


À beira de uma tempestade perfeita? - 15Ago2018 02:46:00


O que é que se obtém quando se juntam dois loucos desavindos como Recep Tayiip Erdogan e Donald Trump?
Nada de bom com toda a certeza.
De aliados na Nato, até beligerantes num conflito económico e político que poderá assumir proporções épicas, foi um passo.
Um passo que Trump e Erdogan foram capazes de dar e que coloca o Mundo em sobressalto.
A queda vertiginosa da lira turca, com Erdogan a negar o evidente e no mesmo momento a pedir o auxílio da China, da Rússia e do Qatar para um problema que dizia não existir, podem ter um efeito de contágio na economia mundial e arrastar esta para mais uma crise global.
Nada que pareça assustar o tiranete Erdogan e o irresponsável Trump.
O primeiro a afirmar que só se ajoelha perante Deus, o segundo a pensar que é uma espécie de Deus.
Podemos estar à beira de uma tempestade perfeita a nível económico e político.
Que, a verificar-se, a todos afectará.
E obrigará Erdogan e Trump a ajoelharem face a um Deus cada vez mais poderoso ? o Deus dinheiro.


Fonte: http://devaneiosaoriente.blogspot.com/2018/08/a-beira-de-uma-tempestade-perfeita.html


Brexit ou Britin? - 14Ago2018 03:12:00


René Descartes celebrizou o pensamento e a teoria que ficaram conhecidos por dúvida metódica.
Não terá sido para perceber melhor esse pensamento e essa teoria que Theresa May se deslocou ao Sul de França para se reunir com Emmanuel Macron.
O encontro no Forte de Brégançon, residência oficial dos chefes de estado franceses, incluindo o infame Napoleão Bonaparte, teve como pano de fundo as complicadas negociações do Brexit.
Theresa May, que se comprometeu a conduzir o Reino Unido a uma saída honrosa do seio da União Europeia, procurou o apoio de Macron para levar a cabo o acordo de Chequers, o soft Brexit.
Confrontada com uma opinião pública interna cansada das intermináveis negociações que conduzirão (??) à anunciada e prometida separação, pressionada pelas sondagens que fazem crescer constantemente o número de britânicos que têm sérias dúvidas acerca do Brexit (uma dúvida metódica very british), Theresa May tenta apressar o processo negocial sem ter que fazer grandes cedências para conseguir o que pretende.
Theresa May sabe que o tempo, o grande escultor como nos ensinou Yourcenar, joga a favor da União Europeia.
Algo que os líderes da União Europeia também sabem e têm vindo a capitalizar no sentido de criarem ainda mais dúvidas entre os britânicos.
Neste braço de ferro entre a União Europeia e Theresa May e seus aliados, que hoje mesmo recomeça, resta saber se chegaremos realmente a um Brexit ou se teremos no final um Britin.


Fonte: http://devaneiosaoriente.blogspot.com/2018/08/brexit-ou-britin.html

Quem é do Norte, conhece! Quem não é, aprenda! - 14Ago2018 02:53:00


1. Adianta um grosso ? Não vale a pena;
2. Aguça ? Afia;
3. Alapar ? Sentar;
4. Andar de cu tremido ? Viajar sentado num veículo;
5. Arreganhar a tacha ? Rir e mostrar muito os dentes;
6. Banca ? Pia de lavar a loiça;
7. Basqueiro ? Barulho;
8. Beiçudo/Estar de beiças ? Mal-humorado;
9. Bergar a mola ? Trabalhar;
10. Bicha ? Fila;
11. Biqueiro ? Pontapé;
12. Biscate ? Serviço temporário pago;
13. Bisga ? Cuspidela;
14. Borra-Botas ? Zé Ninguém;
15. Breca ? Cãibra;
16. Vergalho ? Pénis;
17. Briol ? Frio;
18. Broeiro ? Pessoa rude ou com maus modos;
19. Bufar ? Soprar;
20. Cascos de rolha ? Local longe (ou cujo nome a pessoa não recorda);
21. Catraio(a)/Canalha/Canalhada ? Crianças/Conjunto de crianças;
22. Chaço ? Objeto velho (especialmente carro);
23. Chibar ? Revelar um segredo ou algo a quem não deveria saber;
24. Choldra ? Prisão;
25. Chuço/Guarda-chuva ? Chapéu de chuva;
26. Comer o caco ? Confundir (no sentido, ?não entendo, estás a confundir-me?);
27. Cremalheira/Roda cremalheira ? Dentes/Dentadura;
28. Cruzeta ? Cabide;
29. Cunfias/Não dar cunfias ? Confiança/Não dar confiança;
30. Dar um bacalhau ? Cumprimentar outra pessoa com um passou-bem;
31. Endrominar ? Persuadir alguém (com más intenções ou falsos depoimentos);
32. Esbardalhar ? Cair;
33. Esquinar ? Olhar de lado;
34. Está um barbeiro ? Está muito frio;
35. Estar com a piela ? Estar embriagado;
36. Estar com a rebarba ? Estar de ressaca;
37. Estar com a telha/com o tau ? Estar rabugento;
38. Esteio ? Parvo;
39. Esterqueira ? Sujidade;
40. Estrilho ? Confusão (no sentido de comportamento);
41. Ficar sarapantado ? Ficar assustado/muito surpreendido;
42. Foguete na meia-calça ? Fio que surge num collant rasgado;
43. Gânfias ? Unhas;
44. Grizar ? Rir;
45. Jeco ? Cão;
46. Lapada ? Chapada;
47. Laurear a pevide/Serandar ? Passear;
48. Levar um pêro ? Levar um soco/murro;
49. Lingrinhas ? Pessoa magra;
50. Magnório ? Nêspera;
51. Mirolho ? Pessoa que vê mal;
52. Molete ? Pão papo-seco;
53. Morfar ? Comer;
54. Morrinha ? Chuvisco;
55. Naifa/Naifada ? Faca/Levar uma facada;
56. Não vale um chabeiro / chavo ? Não vale nada;
57. Paleio ? aquilo a que se chama ?ter muita garganta? quando alguém fala demais ou é confiante de mais;
58. Palheiro ? Local sujo/confuso;
59. Palheta ? Rasteira;
60. Parolo ? Que tem maus modos ou não se veste/comporta bem;
61. Persiana ? Estore;
62. Peta ? Mentira;
63. Picheleiro ? Canalizador;
64. Pincho ? Salto;
65. Portinhola ? Braguilha (referente à abertura das calças);
66. Ráfia ? Fome;
67. Regar ? Mentir;
68. Repas ? Franja;
69. Sabugos ? Cutículas das unhas;
70. Saraiva/Saraivada ? Granizo;
71. Sebadola ? Pessoa suja ou que se suja com facilidade;
72. Ser atabalhoado ? Ser trapalhão/desajeitado;
73. Sertã ? Frigideira;
74. Sostra ? Preguiçoso(a);
75. Surbia ? Cerveja;
76. Testo ? Tampa do tacho;
77. Traquitana ? Objecto velho;
78. Trengo ? Trapalhão/desajeitado/totó;
79. Trunfa/Gadelha ? Cabelo grande e desajeitado;
80. Vai dar uma volta ao bilhar grande ? Mandar alguém sair do caminho (especialmente em situações de zanga);
81. Vai-me à loja / venda ? Vai passear (no sentido de ?não me chateies?).


Fonte: http://devaneiosaoriente.blogspot.com/2018/08/quem-e-do-norte-conhece-quem-nao-e.html

Tabela comparativa 1964-2018 - 13Ago2018 03:13:00


Situação:O fim das férias.

Ano 1964:
Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, ou passar esses 15 dias na praia do Castelo do Queijo, terminam as férias. 
No dia seguinte vai-se trabalhar e os miúdos para as aulas.

Ano 2018:
Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam as férias. 
As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia e caganeira.

Situação:Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno.

Ano 1964:
Não se passa nada.

Ano 2018:
As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e caganeira.

Situação:O Pedro está a pensar ir até à mata depois das aulas.
 Assim que entra no colégio mostra uma navalha ao João com a qual espera poder cortar uns ramos e fazer uma fisga.

Ano 1964:
O professor vê, pergunta-lhe onde se vendem daquelas navalhas, e mostra-lhe a sua, que é mais antiga, mas que também é boa.

Ano 2018:
A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro para um reformatório. 
A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola.

Situação:O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas.

Ano 1964:
Os companheiros animam a luta, puxam por eles, e o Carlos ganha. 
Apertam as mãos e
acabam por ir juntos jogar matrecos.

Ano 2018:
A escola é encerrada. 
A SIC proclama o mês anti-violência escolar.
O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar uma equipe de reportagem à porta da escola a apresentar o telejornal,mesmo debaixo de chuva.

Situação:O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas.

Ano 1964:
Mandam o Jaime falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca de todo o tamanho. 
O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.

Ano 2018:
Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin.
 O Jaime parece um zombie. 
A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.

Situação:O Luís parte o vidro dum carro do bairro dele. 
O pai caça um cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este.

Ano 1964:
O Luís tem mais cuidado da próxima vez. 
Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem-sucedido.

Ano 2018:
Prendem o pai do Luís por maus-tratos a menores. 
Sem a figura paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. 
Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. 
A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. 
O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.

Situação:O Zezinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. 
A professora encontra-o sentado na berma da pista a chorar e abraça-o para o consolar.

Ano 1964:
Passado pouco tempo, o Zezinho sente-se melhor e continua a correr.

Ano 2018:
A professora é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego.
Confronta-se com 3 anos de prisão. 
O Zezinho passa 5 anos de terapia em terapia. 
Os seus pais processam a escola por negligência e a professora por trauma emocional, ganhando ambos os processos.
A professora, no desemprego e cheia de dívidas, suicida-se atirando-se de um prédio. 
Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e do apartamento processam os familiares da professora por destruição de propriedade. 
Ganham. 
A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.

Situação:Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado 'chocolate' ao outro.

Ano 1964:
Depois de uns socos de parte a parte, levantam-se e vai cada um para sua casa.
Amanhã são amigos.

Ano 2018:
A TVI envia os seus melhores correspondentes.
 A SIC prepara uma
grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a averiguar factos. 
Emitem-se programas documentários sobre jovens problemáticos e ódio racial. 
A juventude skinhead finge revoltar-se a respeito disto.
 O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.

Situação:Fazias uma asneira na sala de aula.

Ano 1964:
O professor espetava-te duas valentes lambadas bem merecidas. 
Ao chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque 'alguma deves ter feito'

Ano 2018:
Fazes uma asneira. 
O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te desculpa e compra-te uma Playstation4.

BOA SEMANA!!


Fonte: http://devaneiosaoriente.blogspot.com/2018/08/tabela-comparativa-1964-2018.html


Final da sessão legislativa - 09Ago2018 03:22:00


Com a deslocação hoje do Chefe do Executivo à Assembleia Legislativa, habitual nesta altura do ano civil, começa a contagem decrescente para o final da presente sessão legislativa (15 de Agosto).
Uma sessão legislativa que não deixa grandes saudades, muito menos grandes memórias.
E que termina com toda a gente com os nervos em franja.
Dentro e fora do hemiciclo.
O que se tem visto nos tempos mais recentes recomenda que todos possamos ter uns dias de férias.
Não necessariamente férias no sentido de sair de Macau, de viajar, de procurar outras paragens, que isso alguns de nós já tiveram oportunidade de fazer.
Férias no sentido do termo derivado do latim ferîa (?dia de festa?) e que faz referência a descanso temporário.
É disso que estamos todos a precisar ? de descanso dos tristes episódios que a Assembleia Legislativa tem sido palco.
Gostava de acreditar que esse período de descanso será aproveitado para esfriar cabeças, repensar opções, atitudes.
Mas não acredito.
Acredito apenas que será uma pausa para depois se retornar basicamente ao mesmo.
Não é um sentimento nada confortável mas reflecte muito a realidade política e legislativa que se vive em Macau.
Ainda assim, mesmo sendo só uma pausa, vai saber muito bem.
Sim, que muitas vezes a chamada silly season é de todas a mais agradável.


Fonte: http://devaneiosaoriente.blogspot.com/2018/08/final-da-sessao-legislativa.html


Aqueles que por obras valerosas se vão da lei da morte libertando - 08Ago2018 03:10:00


No Canto I de Os Lusíadas Camões deixou-nos esta frase épica, também ela imortal ? aqueles que por obras valerosas se vão da lei da morte libertando.
Não serão muitos os que terão acesso a esta galeria extremamente exclusiva.
Mas ainda há alguns.
Entre nós e que já partiram.
Joël Robuchon é uma dessas pessoas especiais que efectivamente da lei da morte se libertam.
O Chef com mais estrelas no Guia Michelin (32 nos seus vários restaurantes espalhados pelo Globo), eleito em 1990 como melhor cozinheiro do século pelo guia Gaul & Millau, Joël Robuchon era um génio na sua arte ? a culinária.
Partiu aos 73 anos depois de uma luta inglória contra essa doença maldita que continua a dizimar milhões de vidas todos os anos por todo o Planeta.
Macau conhece bem Joël Robuchon.
Começou a conhecer o génio da cozinha no velhinho Hotel Lisboa e no famoso Robuchon Galera.
O requinte, a exclusividade, a criatividade, foram imagem de marca de Joël Robuchon e dos seus restaurantes.
Era assim no Robuchon Galera, continuou a ser assim no actual Robuchon au Dôme, este situado no topo do Hotel Grand Lisboa.
Tive o privilégio de conhecer o Robuchon Galera, tenho o privilégio de conhecer o Robuchon au Dôme.
E espero vir a conhecer outros restaurantes do génio da cozinha francesa no futuro.
Um daqueles génios que por obras valerosas da lei da morte se libertam.
Tenho que voltar ao Robuchon au Dôme.
Já lá não vou há algum tempo e será a minha pequena e simbólica homenagem à memória de Joël Robuchon.


Fonte: http://devaneiosaoriente.blogspot.com/2018/08/aqueles-que-por-obras-valerosas-se-vao.html


Maduro? Antes intenso odor a podridão - 07Ago2018 03:07:00


O que é que realmente aconteceu em Caracas no final da passada semana?
Ainda ninguém sabe com toda a certeza.
E essa incerteza é que é inquietante, assustadora.
O ditador assassino Nicolás Maduro diz-se ele próprio alvo de uma tentativa de assassínio.
Uma tentativa de assassínio supostamente levada a cabo com a utilização de drones carregados de explosivos.
Tudo coordenado pela extrema-direita venezuelana, com o apoio americano, a partir da Florida, e com o beneplácito de Juan Manuel Santos.
Esta a versão de Maduro e dos seus apoiantes.
Outra versão, vinda dos bombeiros venezuelanos, fala realmente na existência de uma explosão.
Mas uma explosão de uma botija de gás dentro de um apartamento.
Neste jogo de incertezas, de sombras, alguns grupos opositores de Maduro já aproveitaram para reivindicar a autoria de um atentado que ainda não se sabe se efectivamente existiu.
E Maduro já aproveitou a onda para deter uma série de opositores ao seu regime, tudo indicando que se prepara para tomar medidas ainda mais drásticas.
Numa Venezuela à beira do colapso (financeiro, económico, político, social), não há nada de maduro na vida política e social do país. 
O que há muito se sente no ar é um forte odor a podridão.



Fonte: http://devaneiosaoriente.blogspot.com/2018/08/maduro-antes-intenso-odor-podridao.html

Entrevista com Alice Vieira de Paula Freitas Ferreira - DN 3 Agosto 2018 - 07Ago2018 02:59:00

"Existem mulheres sem instinto maternal. A minha mãe não tinha nenhum"
Aos 75 anos, a escritora recorda a infância sem os pais, o tempo que viveu em Paris - privou com Jorge Amado e Pablo Neruda - e diz que se sente privilegiada por ter vivido "duas paixões assolapadas".



Risos. São o princípio e o fim das frases de Alice Vieira, todas as dores transformadas em histórias caricatas. Não são, mas a escritora conta-as assim. Quando fala sobre o segundo tumor que hoje a obriga a visitar muitas vezes o IPO de Lisboa, da mãe que a deu para as tias a criarem, das saudades dos dois Mários que partiram quando a jornalista e escritora ainda vivia em plena curva da felicidade.
Encontrámo-nos na Ericeira, onde estava de férias, um lugar onde todos a conhecem. Viveu com Mário Castrim na antiga vila de pescadores depois de ter regressado de Paris, em 1971. No final desta entrevista, depois de percorrermos a pé os caminhos estreitos que acabam todos no mar, sentámo-nos de novo. Na esplanada do Ouriço (a discoteca mais antiga do país), alguém, sem que tenhamos pedido, pousa duas margaritas na nossa mesa. Alice Vieira é uma estrela na terra e também aqui celebrou - pela sexta ou sétima vez - os 75 anos feitos em março (foram oito festas, no total). De onde vem tanta alegria?
Repete muitas vezes que é, acima de tudo, jornalista, que nunca planeou ser escritora, apesar de já ter publicado perto de 90 obras. Quando é que decidiu ser jornalista?
Aos 18 anos, quando entrei no Diário de Lisboa, onde conheci o Mário Castrim [jornalista e crítico de televisão], o meu primeiro marido. Lembro-me de subir a escadaria do jornal e de ele estar lá em cima. Senti que aquela era a vida que eu queria ter e aquele o homem que eu queria para meu marido. Mas a primeira coisa que escrevi foi para o jornal O Almonda. Devia ter uns 15 ou 16 anos. Nunca escrevi para mim, escrevi sempre para publicar.
Esteve na redação do Diário de Notícias muitos anos, até que decidiu sair. Qual a razão desta saída?
Saí do Diário de Notícias em 1992, depois de ter sido diagnosticada com um cancro na mama. Agora tenho outro, por causa das radiações que recebi no tratamento do primeiro, mas este não é operável, vou de três em três meses ao IPO. Mas, da primeira vez, tinha 40 e poucos anos, e o médico que me operou disse que o cancro estava muito espalhado, tinha muitas metástases. Perguntei-lhe quanto tempo de vida tinha, ele hesitou, mas acabou por me dizer. Restavam-me dois ou três anos. Depois, aconteceu uma coisa engraçada: ele olha para mim e diz: "Como é que vou dizer isto ao seu marido?" [risos ]
Quando saiu do consultório, após receber a má notícia, atravessou a estrada e entrou numa cabina telefónica para ligar a Mário Castrim. Enganou-se e marcou o número do primeiro namorado, Mário Pinto, de quem se separou aos 18 anos porque se apaixonara pelo jornalista e crítico de televisão, um homem 23 anos mais velho e casado. "Foi uma escandaleira", conta. A chamada foi atendida pela mãe do ex-namorado. Alice Vieira reencontraria o "segundo Mário", como lhe chama, muitos anos depois. Teve uma relação com ele 11 anos, até à sua morte, em 2016.
E como é que Mário Castrim reagiu?
Reagiu muito bem. Eu disse-lhe: "Vai ser bom, vou sair do Diário de Notícias, vamos viajar, vai ser o melhor tempo das nossas vidas." E foi isso que fiz. Entretanto, os anos começaram a passar e eu não morria.
Mas continuou com uma ligação ao Diário de Notícias?
Fiquei a colaborar durante muito tempo, escrevia crónicas, e também colaborava com o Jornal de Notícias. Nunca deixei de ser jornalista. Agora colaboro com o Jornal de Mafra, o Almonda, da minha terra, Torres Novas [só veio nascer a Lisboa, como costuma dizer], e com a revista Audácia.
Quais foram os melhores tempos no DN?
[Antes tinha estado no Diário Popular. Saiu do Diário de Lisboa para não trabalhar no mesmo jornal que Mário Castrim.] Os primeiros anos foram muito bons. Entrei em 1975, era uma altura extraordinária, o PREC ainda estava no seu auge. Fiz muitos amigos. Depois, nunca me senti limitada por ser mulher. Houve um dia em que o chefe perguntou quem se oferecia para ir a Madrid por causa de uma entrevista. Eu disse que ia, e houve alguém que veio ter comigo e lembrou-me que eu ainda não tinha ligado ao meu marido a pedir autorização. O Mário era fora da norma. Talvez eu fosse também. A minha filha diz que levou muito tempo a perceber que não tinha uma mãe como as outras. Eu deixava-a fazer tudo o que ela queria.
Também visita muitas escolas, de norte a sul do país, por causa dos seus livros [infantojuvenis].
Sim, sim. Já tenho as escolas todas marcadas para o próximo ano letivo, e são muitas. É cansativo mas eu gosto. Nunca perco a paciência com os miúdos, mais depressa a perco com os professores.
Escreveu o primeiro livro em 1979 - Rosa, Minha Irmã Rosa -, para os seus filhos. Não cresceu com a sua mãe. Como viveu a maternidade?
Prometi a mim mesma que nunca faria o que a minha mãe me fez. A minha mãe deu-me a uns tios-avós. Como eram todos velhos, quando morriam eu passava para a casa de outros tios-avós. Só vivi com os meus pais 15 dias. Da minha primeira filha o parto foi mau, fui operada e fiquei internada. Lembro-me de dizer ao Mário: "Não deixes que me levem a menina." Eu tinha medo que viesse uma tia qualquer e me levasse a filha.
Que razão houve para a sua mãe a entregar?
Não sei. A minha mãe teve mais dois filhos e também os deu para outros criarem.
Nunca lhe perguntou?
Não. E isso foi algo que eu e os meus dois irmãos - e já morreram ambos - nos perguntámos depois de a minha mãe morrer: porque é que nunca tivemos coragem de lhe perguntar? O que eu acho é que existem mulheres sem instinto maternal, a minha mãe não tinha nenhum. Nunca dava um beijo a ninguém por causa dos micróbios e nunca se ria para não ter rugas.
É parecida com ela?
Sou mais parecida com ela, com a família dos Vieiras e Vassalos, que são de Torres Novas. Do meu pai tenho o feitio. Morreu com 93 anos e estava sempre a trabalhar, todos os dias ia para a fábrica.
Como foi crescer com os seus tios-avós?
Acabei por ter imensa sorte porque um desses velhotes contratou uma rapariga para cuidar de mim. Ela é que foi a minha mãe. É a minha tia Aurora, é assim que lhe chamo. Tanto que numa consulta de rotina, o meu médico perguntou se as mulheres da minha família morriam cedo, e eu disse que a minha tia já ia nos 92 anos. Só quando saí do consultório é que me lembrei de que ela não me é nada, geneticamente falando [a mãe de Alice Vieira morreu com pouco mais de 60 anos]. É uma mulher extraordinária. Quando perdi o segundo Mário, há dois anos, houve uma altura em que eu estava mais em baixo e ela veio buscar-me para irmos almoçar às Docas. Achei estranho ela conhecer o sítio [famoso pelos bares e discotecas]. Comentei e ela disse-me: "É muito bom, então à noite..." É uma mulher muito viajada, já deu não sei quantas voltas ao mundo.
Não teve qualquer tipo de relação com a sua mãe?
Só ia a casa dos meus pais no Natal, para dar um beijinho. Dei-me, já em adulta, com os meus irmãos, principalmente com um deles, quando fui para Paris - ele estava lá a fazer o doutoramento. Isso fez-me muito mal [não conviver com a mãe], sentia que devia ser uma pessoa horrorosa. Não sentia o que as minhas amigas na escola sentiam pelas mães, então pensava que era um bocado má.
E com o seu pai?
O meu pai era empregado na fábrica do meu avô materno e satisfazia todos os caprichos da minha mãe - casar-se com ele foi também um capricho. O meu pai foi sempre o empregado. Quando vim de Paris, para vir viver com o Mário [Castrim], ele insistiu para eu ir contar aos meus pais que já estava em Portugal e a viver com ele. Quando contei, a minha mãe nem ligou. O meu pai olhou para mim e disse: "Mas que raio é que ele terá visto em ti?"
Alice dá uma gargalhada sonora e nas mesas ao lado há quem se ria também. Acrescenta: "Não é boa? Ainda estou a ver o ar dele."
Porque é que foi para Paris?
Fui para Paris em 1966 para ir ter com a minha prima Maria Lamas [escritora, jornalista e conhecida ativista política]. Naquela altura ainda se podia ser correspondente de jornais. Vivia num hotel onde só lá estavam políticos emigrados ou fugidos. A dona era a madameSauvage, que nunca deixava entrar ninguém, tinha muito medo que fosse a polícia. Nenhuma de nós tinha dinheiro. Quando não podíamos pagar o quarto, nessa semana ficávamos nós encarregadas da limpeza. Batíamos às portas dos quartos às sete e meia da manhã e as pessoas mandavam-nos embora, porque era muito cedo. Era um truque para não termos de ser nós a limpar.
"Nenhuma de nós tinha dinheiro. Quando não podíamos pagar o quarto, nessa semana ficávamos nós encarregadas da limpeza. Batíamos às portas dos quartos às sete e meia da manhã e as pessoas mandavam-nos embora, porque era muito cedo. Era umtruque para não termos de ser nós a limpar."
Estava na capital francesa no Maio de 1968. Como foi viver esse tempo?
Paris foi a minha universidade. Convivi com tanta gente... O Jorge Amado e a Zélia [Gattai] eram muito amigos da minha prima, o Pablo Neruda, o Manuel Alegre, que estava sempre deitado na minha cama. Iam lá para visitar a minha prima, mas como o meu quarto era maior, era para lá que iam todos. O Maio de 68 foi a liberdade completa. Foram anos que me enriqueceram muito: aquilo que se ouve, que se vê, as conversas que se tem...
Regressa a Portugal e é quando vem viver com Mário Castrim para aqui, para a Ericeira.
Sim, e ia todos os dias para Lisboa, demorava uma hora e três quartos. O Mário não ia todos os dias e era ele quem cuidava da casa e dos miúdos. Mandava o trabalho para o jornal, os textos seguiam de autocarro. Acho que o Mário não escreveu mais por minha causa, para eu poder fazer a vida que fazia. Ele deixou muita coisa escrita, que nunca publicou, mas não vou publicar, se ele não o fez foi porque não queria.
Dois Mários na sua vida. Dois grandes amores?
Completamente. Acho que fui recompensada. Vivi mais de 40 anos com o Mário Castrim. Fomos apaixonados até ele morrer: esteve três meses internado com uma pneumonia. Eu achava que ele ia voltar para casa, já tinha tudo preparado. Foi um choque quando me ligaram do hospital. Depois, contaram-me que ele dizia que se sentia muito mal, mas que pedia para não me dizerem. Sou uma pessoa privilegiada, tanta gente que não conhece nem um amor, nem uma paixão, e eu tive logo duas paixões assolapadas.
O último livro que escreveu foi de poesia, Olha-Me como Quem Chove (Dom Quixote, março de 2018). Está já a escrever outro?
Agora estou a escrever a biografia da condessa de Ségur. Gosto muito de escrever biografias, mas dão muito trabalho. Depois da última que escrevi, da escritora Enid Blyton, que era uma pessoa execrável, fiquei tão marcada que disse na editora que queria escrever outra, mas de uma pessoa boa. Apareceu a condessa de Ségur no horizonte... É a primeira mulher que vive dos direitos de autor, porque ela tinha os netos todos a seu cargo, começou a escrever tarde, o primeiro livro que escreveu foi precisamente para os netos.
"Todos os livros servem para alguma coisa. Eu tenho muita dificuldade em dizer: 'Não leias isso porque não presta.' Nunca digo."
O que acha desta polémica com Os Maias, de Eça de Queirós. Concorda que a leitura da obra não seja obrigatória?
Não é obrigatório, mas devia ser. Todos os anos releio Os Maias e encontro sempre coisas diferentes. Tem de se saber motivar, porque os alunos têm de conhecer coisas um bocadinho mais complicadas, que fazem parte da nossa literatura.
Que livro se oferece a quem não gosta de ler?
Todos os livros servem para alguma coisa. Eu tenho muita dificuldade em dizer: "Não leias isso porque não presta." Nunca digo. Os livros maus que li fizeram-me muito bem, porque me levaram a ler mais. Se os miúdos agora não leem nada são presas fáceis, mas deixem-nos ler, os bons e os maus.



Fonte: http://devaneiosaoriente.blogspot.com/2018/08/entrevista-com-alice-vieira-de-paula.html

Tabela elaborada por quem sabe - 06Ago2018 03:06:00


Segundo uma tabela, elaborada por quem sabe, eis as mulheres ?mais":

A mulher mais abençoada é a Benta.

A mulher mais perfumada é a Rosa.

A mulher mais madrugadora é a Aurora.
A mulher mais feliz é a Felicidade.

A mulher mais triunfante é a Vitória.

A mulher mais duradoura é a Perpétua.

A mulher mais devota é a Piedade.

A mulher mais bonita é a Graciosa.

A mulher mais casta é a Pureza.

A mulher mais limpa é a Branca.

A mulher mais recatada é a Modesta.

A mulher mais espiritual é a Gracinda.

A mulher mais sofredora é a Dores.

A mulher mais cruel é a Bárbara.

A mulher mais transparente é a Clara.

A mulher mais valiosa é a Esmeralda.

A mulher mais amiga do terço é a Rosária.

A mulher com mais poder de cura é a Sara.

A mulher mais risonha é a Rita. 

E ainda:

A mulher mais interessante é sempre a do vizinho.

A mulher mais aborrecida é sempre a nossa. 

Podemos acrescentar à "Tabela": 

A mulher mais venerável é a Augusta. 

A mulher com mais candura é a Cândida. 

A mulher mais devota de Cristo é a Cristina. 

A mulher mais doce é a Dulce. 

A mulher mais faustosa a Faustina. 

A mulher mais magnânima e a Generosa. 

A mulher mais engraçada é a Graça. 

A mais devota do deus Hermes é a Hermínia. 

A mulher mais justa é a Justina. 

A mulher mais laureada é a Laura. 

A mulher mais portuguesa é a Lusitana. 

A mulher mais luminosa é a Luz. 

A mulher mais parecida ao mar é a Marisa. 

A mulher mais pura é a Pureza. 

A mulher mais sábia é a Sofia. 

A mulher mais valente é a Valentina. 

A mulher mais verdadeira é a Vera.

BOA SEMANA!


Fonte: http://devaneiosaoriente.blogspot.com/2018/08/tabela-elaborada-por-quem-sabe.html


Polícias e fiscais à paisana não vão poder multar taxistas infractores? - 02Ago2018 03:04:00


Atrás dos tempos vêm tempos e outros tempos hão-de vir, cantava Fausto.
Nada de mais verdadeiro, nada de mais real.
Terá sido há mais de vinte e dois anos que me alertaram para o politicamente incorrecto que era mencionar as especificidades de Macau.
No entanto, por mais que tente, parece que sou forçado a constantemente ir buscar essas tais especificidades.
Umas mais específicas que outras, mais iguais que outras, como nos ensinou George Orwell.
Será complicado encontrar especificidade mais específica que esta bizarria de não permitir que polícias e fiscais à paisana, ou/e fora do horário de trabalho, autuem taxistas por maior que seja a infracção que estes cometam.
Não devia ser ao contrário?
Não deviam ser os polícias e os fiscais à paisana uma arma eficaz no combate à selva que é o sector do transporte em táxis em Macau?
Não é assim um pouco por toda a parte, a começar e acabar no interior da própria China?
Não percebo, vão ter que me explicar muito devagarinho, se calhar até com desenhos, esta opção política e legislativa.
E se calhar vão ter que explicar no futuro aos que interpretam e aplicam a lei a ratio legis da mesma.
É que, convenhamos, não é mesmo nada fácil perceber.


Fonte: http://devaneiosaoriente.blogspot.com/2018/08/policias-e-fiscais-paisana-nao-vao.html


Liberdade de culto e diálogo ecuménico não implicam necessariamente respeito - 01Ago2018 03:55:00

Ao ler no Público a notícia acerca de uma campanha publicitária em Marrocos que aconselha os homens a não autorizarem as esposas a utilizar determinado tipo de roupas na praia ou nas ruas, lembrei a mensagem episcopal de Francisco e pensei que a liberdade de culto e o diálogo ecuménico que Francisco e muitos de nós advogamos e defendemos intransigentemente não implicam necessariamente respeito pelas ideias e os valores de outros credos, de outras religiões.
Continuar a tratar a mulher como ser inferior em pleno século XXI não é só incompreensível e inaceitável, é ofensivo, repugnante.
Mesmo para os homens.
Os homens que se recusam a minimamente pactuar com esta cultura e este sistema de valores absolutamente primitivo e bárbaro.
Defender que a presença da mulher na rua, sem estar acompanhada por um homem, e sem que esteja vestida com as roupas que os homens têm o dever de as obrigar a vestir, é motivo suficiente e justificação bastante para a violação, o estupro, é uma aberração.
Uma aberração que não devia ter lugar no planeta Terra.
Mas que infelizmente é o dia-a-dia de milhões de mulheres que nada podem fazer para contrariar esta suposta cultura e este suposto sistema de valores.
Não, não respeito esta conduta, estes valores.
E recuso em absoluto o politicamente correcto, muito mais a subserviência.
Porque insisto em fazer orgulhosamente parte daqueles que pensam que a nossa cultura, os nossos valores, não são apenas diferentes.
São infinitamente melhores.



Fonte: http://devaneiosaoriente.blogspot.com/2018/08/liberdade-de-culto-e-dialogo-ecumenico.html


O caso Robles e Frei Tomás - 31Jul2018 03:23:00


Que fique bem claro logo à partida que não tenho nenhuma visão pecaminosa ou franciscana no que quer que se relacione com dinheiro. 
Muito menos no que se refere a negócios, à realização de mais-valias, lucro. 
E não é isso que está em causa também na venda de um prédio urbano que colocou por estes dias o dirigente do Bloco de Esquerda Ricardo Robles no centro do espaço público noticioso em Portugal. 
Também não há, pelo menos que se conheça, qualquer ilegalidade no negócio milionário que Ricardo Robles consegue fazer. 
Nem, opinião muito pessoal, nada de imoral em conseguir um lucro de 500% na compra e venda de um imóvel no espaço de quatro anos. 
Ricardo Robles comprou barato, reabilitou, vende caro. 
A questão que se coloca neste caso é muito simplesmente uma questão de coerência e hipocrisia. 
Tudo o que o Bloco de Esquerda demonizou ao longo dos anos está presente no negócio que Ricardo Robles realiza. 
Especulação imobiliária, despejo de inquilinos para que o dono do prédio possa lucrar com a sua venda, as demoníacas agências de intermediação imobiliária que facilitam a tão criticada especulação imobiliária, os lucros extraordinários, está lá tudo. 
O que é que eu faria se estivesse na situação de Ricardo Robles? 
Obviamente realizava o negócio com a mais ? valia extraordinária que o dirigente bloquista consegue. 
Com a grande diferença de eu não ter andado ao longo dos anos a debitar um discurso que a prática desmente por completo. 
E não ter coragem para vir publicamente apresentar uma série de pseudo - justificações absolutamente infantis e patéticas para a minha conduta. 
?Que bem prega Frei Tomás, faz o que ele diz, não faças o que ele faz?. 
Qualquer semelhança entre a conduta de Ricardo Robles e este conhecido provérbio português não terá sido mera coincidência. 
E terá sido a razão que levou Ricardo Robles a perceber que estava politicamente liquidado e consequentemente a pedir a demissão de todos os cargos políticos que ocupava. 
Não sabemos se envergonhado, sabemos apenas que muito mais financeiramente desafogado (não se diz rico que os bloquistas acham isso uma ofensa).


Fonte: http://devaneiosaoriente.blogspot.com/2018/07/o-caso-robles-e-frei-tomas.html

BI do cristão (Anselmo Borges) - 31Jul2018 03:17:00


O que é que verdadeiramente queremos? A realização plena de todas as dimensões do ser humano, a plenitude, a felicidade. O Papa Francisco sabe disso e escreveu a exortação Alegrai-vos e Exultai, para indicar o caminho dessa realização, na convicção de que Deus, "aquele que pede tudo, também dá tudo, e não quer entrar em nós para mutilar ou enfraquecer, mas para levar à perfeição". Sempre sob o desígnio da alegria. Francisco lembra o livro da Bíblia, Ben Sirá: "Meu filho, se tens com quê, trata-te bem. Não te prives da felicidade presente" e também São Francisco de Assis, "capaz de se comover de gratidão perante um pedaço de pão duro ou de louvar, feliz, a Deus, só pela brisa que acariciava o seu rosto". Não se trata, portanto, da "alegria consumista e individualista. Com efeito, o consumismo só atravanca o coração; pode proporcionar prazeres ocasionais e passageiros, mas não alegria". A verdadeira alegria é aquela que "se vive em comunhão, que se partilha e comunica", porque, segundo uma palavra de Jesus, "a felicidade está mais em dar do que em receber". Não será por acaso que na cultura de hoje se manifestam alguns riscos e limites, a evitar: "a ansiedade nervosa e violenta que nos dispersa e enfraquece, o negativismo e a tristeza, a acédia cómoda, consumista e egoísta, o individualismo e tantas formas de falsa espiritualidade sem encontro com Deus que reinam no mercado religioso actual". "O consumismo hedonista pode enganar-nos, porque, na obsessão de nos divertirmos, acabamos por estar excessivamente concentrados em nós mesmos, nos nossos direitos e na exacerbação de ter tempo livre para gozar a vida..., acabando por nos transformar em pobres insatisfeitos que tudo querem provar. O próprio consumo de informação superficial e as formas de comunicação rápida e virtual podem ser um factor de estonteamento que ocupa todo o nosso tempo e nos afasta da carne sofredora dos irmãos. No meio deste turbilhão actual, volta a ressoar o Evangelho para nos oferecer uma vida diferente, mais saudável e mais feliz", adoptando cada um o seu caminho e discernindo segundo os tempos e as circunstâncias, sem, por outro lado, ficar sujeito a um zapping constante. Deus é eterna novidade e não se pode cair na sedução da habituação, do "sempre foi assim": a Igreja não é "uma peça de museu nem uma propriedade de poucos".

"O que é que tem real valor na vida? Quais são as riquezas que não desaparecem? Seguramente duas: Deus e o próximo. Estas duas riquezas não desaparecem." E as duas são inseparáveis. Jesus, mais do que muitas fórmulas e preceitos, entregou-nos "dois rostos, ou melhor, um só: o de Deus que se reflecte em muitos, porque em cada irmão, especialmente no mais pequeno, frágil, inerme e necessitado, está presente a própria imagem de Deus". Assim, a santidade é feita de abertura habitual à transcendência, que se expressa na oração e na adoração. "O santo é uma pessoa com espírito orante, que tem necessidade de comunicar com Deus. É alguém que não suporta asfixiar-se na imanência fechada deste mundo e, no meio dos seus esforços e serviços, suspira por Deus, sai de si erguendo louvores e alarga os seus confins na contemplação do Senhor." Há dois erros nocivos. O daqueles que transformam o cristianismo numa "espécie de ONG", privando-o daquela espiritualidade irradiante que o caracteriza. Mas "é nocivo e ideológico também o erro das pessoas que vivem suspeitando do compromisso social dos outros, considerando-o algo de superficial, mundano, secularizado, imanentista, comunista, populista". Sagrada é a vida dos pobres que "se debatem na miséria, no abandono, na exclusão, no tráfico de pessoas, na eutanásia encoberta de doentes e idosos privados de cuidados, nas novas formas de escravatura e em todas as formas de descarte. Não podemos propor-nos um ideal de santidade que ignore a injustiça deste mundo, onde alguns festejam, gastam folgadamente e reduzem a sua vida às novidades do consumo, ao mesmo tempo que outros se limitam a olhar de fora enquanto a sua vida passa e termina miseravelmente".

O que é ser santo? Jesus explicou-o nas "bem-aventuranças", que são "como que o bilhete de identidade do cristão". "A palavra 'feliz' ou 'bem-aventurado' torna-se sinónimo de 'santo', porque expressa que a pessoa fiel a Deus e que vive a sua Palavra alcança, na doação de si mesma, a verdadeira felicidade." As bem-aventuranças implicam outro estilo de vida e são contracorrente. "Felizes os pobres em espírito": "as riquezas não te dão segurança alguma"; no coração dos que têm o coração pobre, "Deus pode entrar com a sua incessante novidade". "Felizes os mansos": "a mansidão é outra expressão do desapego interior". "Felizes os que choram": compreendem a angústia alheia e aliviam os outros. "Felizes os que têm fome e sede de justiça": a realidade mostra-nos como "é fácil entrar nos gangues da corrupção, fazer parte dessa política diária do 'dou para que me dêem', onde tudo é negócio". "Felizes os misericordiosos": a misericórdia é dar, servir os outros e também perdoar e compreender; "a medida que usardes com os outros será usada convosco", disse Jesus. "Felizes os puros de coração", porque é do coração que procedem os homicídios, os roubos, os falsos testemunhos, preveniu Jesus. "Felizes os pacificadores." "Felizes os que sofrem perseguição por causa da justiça."

"Será com os descartados desta humanidade vulnerável que, no fim dos tempos, Deus plasmará a sua última obra de arte." "Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, estava nu e vestistes-me, estive na prisão e fostes ter comigo. Em verdade vos digo: Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos foi a mim que o fizestes."

Padre e professor de Filosofia. 
Escreve de acordo com a antiga ortografia.

in DN 28 Julho 2018


Fonte: http://devaneiosaoriente.blogspot.com/2018/07/bi-do-cristao-anselmo-borges.html

UMA QUESTÃO DE TOMATES - 30Jul2018 03:08:00


Três esposas estão a conversar sobre os seus maridos, e a primeira diz: 
? Os testículos do meu Manel são frios!!
A segunda diz:
? Os do meu Xico também são frios!!
A terceira diz:
? Por acaso nunca reparei isso no meu marido. Hoje à noite vou ver e amanhã conto-vos.
No dia seguinte a mulher aparece toda roxa, magoada, sem dentes e com um braço partido.
As amigas então perguntam:
? Maria, o que te aconteceu?!
Ela diz:
? Ontem à noite meti a mão nos tomates do meu marido e disse-lhe:
?Que estranho, os teus estão quentes, os do Manel e do Xico são frios!?
Não vi mais nada, acordei no hospital.


BOA SEMANA 



Fonte: http://devaneiosaoriente.blogspot.com/2018/07/uma-questao-de-tomates.html

PROVÉRBIOS PARA GENTE CULTA - 27Jul2018 03:01:00


* Expõe-me com quem deambulas e a tua idiossincrasia augurarei.
(Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és)

* Espécime avícola na cavidade metacárpica, supera os congéneres revolteando em duplicado.
(Mais vale um pássaro na mão, que dois a voar)

* Ausência de percepção ocular, insensibiliza órgão cardial.
(Olhos que não vêem, coração que não sente)

* Equídeo objecto de dádiva, não é passível de observação odontológica.
(A cavalo dado não se olham o dente)

* O globo ocular do proprietário torna obesos os bovinos.
(O olho do amo engorda o gado)

* Idêntico ascendente, idêntico descendente.
(Tal pai, tal filho)

* Descendente de espécime piscícola sabe locomover-se em líquido inorgânico.
(Filho de peixe sabe nadar)

* Pequena leguminosa seca após pequena leguminosa seca atesta a capacidade de ingestão de 
espécie avícola.
(Grão a grão enche a galinha o papo)

* Possui o monarca no baixo-ventre.
(Tem o rei na barriga)

* Quem movimenta os músculos supra faciais mais longe do primeiro, movimenta-os em 
condições substancialmente vantajosas.
(Quem ri por último ri melhor)

* Quem aguarda longamente, atinge o estado de exaustão.
(Quem espera desespera)


BOM FIM-DE-SEMANA!


Fonte: http://devaneiosaoriente.blogspot.com/2018/07/proverbios-para-gente-culta.html

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